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segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Dudy's Special's Review #6



Assassin's Creed: Revelations Review



Ninguém vive para sempre, nem mesmo os grandes heróis.

É dentro desta premissa que a Ubisoft lançou, nesta semana, o jogo Assassins Creed: Revelations, a continuação da história do assassino italiano renascentista Ezio Auditore da Firenze, agora um homem velho, experiente no que tange o assassinato furtivo de importantes figuras da história do Renascimento, mas, ao mesmo tempo, alguém cansado e gasto, após mais de quatro décadas sob o manto de líder da sociedade secreta da guilda dos Assassinos que dá nome à franquia.

A produtora parisiense Ubisoft teve objetivos ambiciosos com este jogo: para começar, você conta com três diferentes protagonistas, com histórias intrinsecamente ligadas. Oficialmente, você assume o papel de Desmond Miles, ex-bartender e membro dos Assassinos da idade contemporânea. Através dele, você vive as memórias de seus antepassados, os quais incluem o já mencionado Ezio, além de Altair ibn La-Ahad, principal personagem do primeiro jogo da franquia. Tantos personagens-chave ao controle do jogador pode gerar certa confusão - especialmente àqueles que não conhecem todo o conto em detalhes, mas isso não é de todo preocupante, já que o foco deRevelations está na ação.

Pelo enredo, Altair, já falecido há tempos, deixou um enorme legado para os futuros assassinos, o que Ezio agora busca, na esperança de derrotar os Cavaleiros Templários definitivamente. A questão é: todo esse legado, retratado na forma de pergaminhos, livros e estudos, está trancafiado em uma fortaleza em Constantinopla - e as cinco chaves que abrem a porta estão espalhadas pela gigantesca cidade. Na corrida, disputam contra Ezio os próprios Templários, que acreditam que o legado de Altair pode ser usado contra os assassinos.

Os desenvolvedores de Assassins Creed: Revelations fizeram um ótimo trabalho ao criar a Constantinopla virtual em que o jogo se ambienta. Cheia de vielas, becos e prédios altos, as opções de exploração e desafios à mão do jogador é completa e variada, o que garante horas e horas de diversão apenas em missões auxiliares. Tudo é muito bonito de se ver e ouvir, o que denota o capricho e empenho com que o jogo foi criado.

O principal problema aqui reside nos minigames do que o mercado chama de "Tower Defense", ou seja, você deve proteger um ponto estático do mapa de ondas e ondas de ataques inimigos. Em Revelations, tais pontos são retratados como esconderijos dos seus irmãos assassinos. Nestas horas, o jogo simplesmente perde seu grau de diversão: não há a menor graça em posicionar unidades de combate em telhados para atacar automaticamente inimigos no chão - estrategicamente falando, é óbvio que a vitória é sua, independentemente do número de inimigos que você tenha que encarar. Simplesmente não há desafio.

multiplayer também é outro problema: ele está em, digamos, 90%, igual ao seu predecessor. Por mais que a Ubisoft promova novos recursos e variedade de gameplay, a ênfase é a mesma: tudo consiste em "pegar recursos da história principal e colocar no modo online". Não tem um cuidado especial nessa parte - isso para não citar eventuais lags e erros de conexão.

Já nas missões principais, os novos recursos de combate mostram seu valor: ahookblade, uma espécia de lâmina retrátil com uma ponta curvada, consegue ser versátil tanto para escalar locais altos como para cortar inimigos - uma adição que certamente fez falta nos jogos anteriores da série.

O ponto mais alto de Revelations reside no fato de que, ocasionalmente, você trilha missões dos outros protagonistas: além de controlar Ezio a maior parte do tempo, o jogador também terá momentos em que assumirá o papel de Desmond e do próprio Altair, vendo a linha do tempo do jogo mudar quinhentos anos para o passado ou para o futuro, dependendo de quem for o personagem. Interessante ver como, para cada herói, existem desafios especificos: Desmond, por exemplo, quase não tem armas, enquanto Altair está em uma Constantinopla totalmente diferente daquela percorrida por Ezio. Como dito antes, pode gerar confusão aos mais incautos, mas ver tantos pontos de vista interligados não deixa de ser uma experiência muito satisfatória.

Assassins Creed: Revelations não conseguiu inovar como o seu predecessor (Brotherhood, lançado em novembro de 2010). Mas, apesar das falhas, não deixa de ser um excelente desfecho para o arco histórico do qual Ezio participa. Diversas perguntas são respondidas, outras são deixadas no ar e novas dúvidas sobre a história podem surgir e desafiar o intelecto dos jogadores mais dedutivos. O que nos resta saber é: após um bom desfecho de parte da história, para onde a Ubisoft pretende levar a continuação da franquia?

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