Seguidores- Siga nosso Blog

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Preview #9- Beyond: Two Souls


Para a Quantic Dream de David Cage, Beyond: Two Souls não é um jogo querendo ser um filme, tampouco uma tentativa de atravessar a barreira que separa os dois gêneros. Para a desenvolvedora, o game é na verdade uma convergência que dá lugar a um terceiro tipo de meio de entretenimento.
Com 2 mil páginas de roteiro – número entre 3 e 4 vezes maior que a média de um roteiro de longa-metragem comum –, o game coloca o jogador na pele de Jodie, personagem interpretada pela atriz Ellen Page (famoso por filme como “Juno”).
A escolha de Page para representar o papel da protagonista, assim como maiores detalhes sobre o processo de desenvolvimento do game, foram explicados durante uma apresentação do diretor David Cage na gamescom 2012. Veja os detalhes logo abaixo.
O poder da emoção
“Essa plateia é composta por pessoas muito diferentes, mas temos que concordar que somos iguais em um aspecto: todos iremos morrer algum dia”. A frase foi dita logo no início da apresentação de Cage para explicar o poder das emoções.
Img_normal
O medo do desconhecido e o sentimento despertado pela lembrança de que tudo que conhecemos irá desaparecer um dia é algo capaz de mexer com o âmago das pessoas. Justamente por isso a importância na observação. Assim como naquele momento, o diretor deseja que o público seja acometido pelas mais diversas emoções ao longo de Beyond: Two Souls.
Isso explica a importância da escolha do elenco. Com a ajuda de artistas talentosos, extrair essas emoções mais facilmente, uma vez que eles são capazes não apenas de atuar de maneira mais convincente, mas também de trabalhar com as limitações do sistema de captura de movimentos.
Capturando a essência da atuação
Quem assistiu à Kara, a demonstração técnica lançada pela Quantic Dream no começo do ano, teve uma amostra das possibilidades oferecidas pela nova técnica de captura de movimentos criada pelo estúdio.
Enquanto com as técnicas padrão (utilizadas em Heavy Rain, último título da companhia) o movimento das faces, do corpo e a gravação das vozes são gravados separadamente e unidos depois, a nova técnica permite que tudo isso seja gravado de uma só vez.
Img_normal
Todos os atores (desde Ellen Page até o menor dos figurantes) primeiramente são “escaneados” pelas câmeras para criar um modelo de precisão milimétrica. A partir, os atores precisam atuar nas mais diversas situações em um pequeno estúdio.
Desse modo, quando Jodie está fugindo de policias e cães no meio de uma relva, Ellen Page teve de se imaginar nessa situação enquanto gravava dentro de uma pequena sala – uma situação que exige bastante imaginação e criatividade, mas que faz parte do processo criativo desejado por Cage.
Interatividade não é apenas carregar uma arma
Com o game, o diretor aposta também naquilo que ele chama de verdadeira interatividade. Quando a sua companhia lançou Heavy Rain no início de 2010, Cage afirma ter ouvido muitas críticas sobre como o jogo é mais uma sequência de “cenas e diálogos” do que um game especificamente.
Para Cage, contudo, o grande problema é que a indústria de games deixou o público mal-acostumado. “Hoje em dia, se você não pode atirar em outras pessoas ou não pode ser violento em seu jogo, definem que falta interatividade em seu game”, explicou.
Img_normal
Agora, com Beyond: Two Souls, o diretor afirma que o game oferece ainda mais interatividade. Com menos cenas de transição que muitos FPS lançados atualmente, o game pretende oferecer uma experiência incomum para um público de mente aberta.
Beyond: Two Souls é um exclusivo do PlayStation 3, ainda sem data oficial de lançamento, mas esperado inicialmente para algum momento de 2013.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Por favor não xingue nem fale nada abusivo. Tempo para responder comentários: Entre 6-24h.

Qualquer cometário com propaganda ou xingamentos será deletado.
Se quer divulgar seu blog, nos envie um e-mail propondo parceria.