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quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Creepypasta #12- Pichações


Eu não vivi na parte mais amigável do Reino Unido. Aquela cidade continha um dos maiores índices de crimes no país; não só crimes pequenos, como também assassinatos e assaltos. Nenhuma lugar era realmente seguro, e eu odiava viver lá. Mas eu aceitei porque era um bom garoto, realmente.

Com as gangues do crime, vem as pichações, pulverizadas e manchadas em todas as paredes de determinadas áreas - um dos quais é o meu parque local.

Decidi ir para lá, ontem, sozinho, conversando com alguns amigos por mensagens de texto e fazendo coisas de costume, como ficar sentado nas estruturas das escadas e escorregadores. Debaixo de uma estrutura de escada, porém, notei algumas pichações estranhas que eram fora do comum. As pichações mais comuns eram de assinaturas de pessoas, às vezes até mesmo um insulto à outra, mas essa era diferente.

Era uma pichação contendo varias linhas, como se fosse uma simples contagem, escritas em Tippex - uma espécie de branquinho, ferramenta muito comum e barata para vândalos. Eu contei todos as linhas, uma por uma, e a ultima chegava ao 49º. Passei meu dedo sobre a última contagem - que ainda estava molhada, o que era estranho, já que eu estava por lá por cerca de meia hora,  e não havia visto ninguém ao redor. Tendo visto o suficiente daquele parque, me virei para ir para casa, mas eu não conseguia me mover.

Alguém estava parado atrás de mim, respirando em  meu pescoço. Sua respiração era quente e cheirava a álcool. Virei-me, suando de medo, e me deparei com um homem de capuz cinza; ele era alto e muito musculoso, mas quando olhei um pouco mais pra baixo, percebi que ele colocara uma faca ao lado de meu pescoço. Tentei abrir a boca para falar - ou gritar - mas tudo que saiu foi um gemido patético.

"Parece que temos mais um. Isso faz com que você seja o 50º", ele sussurrou em meu ouvido, empurrando a borda serrilhada da faca lentamente em meu pescoço, me cortando.

Ele me obrigou a se virar de cara para ele, e então, ele levantou a faca e mergulhou-a em meu peito. Olhando para o buraco em meu corpo, o sangue fluindo escorrendo para fora e derramando no chão, eu imediatamente caí, e com meu ultimo suspiro, vi meu assassino desparafusar uma garrafa de Tippex e desenhar uma nova linha na pichação de contagem.

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