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quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Creepypasta #21- Caleidoscópio



Enquanto em Lua de Mel em Maine, minha esposa e eu paramos na pitoresca cidade de Bootbay em um dia particularmente chuvoso e sombrio. Sendo que nosso plano de piquenique estava fora de questão, procuramos abrigo em uma pequena loja de antiguidades perto do porto. Enquanto minha mulher inspecionava o tampo e os lados da enorme mesa perto da porta, eu ansiosamente examinei as antigas ferramentas e equipamentos da marina dentro do balcão de vendas feito de vidro na parte de trás da loja. Sendo um colecionador de óticos e instrumentos da marinha, eu esperei encontrar um sextante, ou talvez um telescópio com capa de couro antiga.

Uma peça particularmente interessante prendeu o meu olhar. Parecia ser uma pesada lanterna de cobre, tendo uma pátina marrom desgastada mas com um notável design moderno. Eu perguntei para o vendedor sobre, mas ele só pode me dizer que tinha sido encontrada no peito de um marinheiro junto com as várias bússolas e do sextante também em exposição. Ele perguntou se eu gostaria de comprar por 5 dólares ou talvez tê-lo de graça. "É inútil para mim, ninguém quer isso." Quando eu comentei sobre o preço, ele suspirou,  então abriu a cabine e pegou para mim.
"Aqui, veja por você mesmo, amigo."

O artesanato era maravilhoso, bastante durável e aparentemente feito a mão, talvez feito em algum lugar da Europa.  Letras gastas indicavam que talvez fosse de origem germânico, ou talvez Austríaco. Eu girei o alojamento do bulbo e um fraco feixe vermelho. Indo para um canto mais escuro da loja, fui saudado com redemoinhos monótonos, se movendo e se torcendo com os outros como um poço de enguias. Enquanto eu olhava para esse diferentes imagens que o  caleidoscópio projetava, minha mente fantasiosa começou a inventar faces sinistras e tentáculos retorcidos. Fechando o instrumento, eu me virei  animadamente para vendedor.

"Fantástico!" Eu disse. "Deve ter um filtro de óleo ou algo do tipo na frente da lente! Eu tenho dois caleidoscópios vitorianos, mas nenhum deles é iluminados como esse."

"Você não entende, não é? Ninguém entende. Todos eles voltam para pegar o que é seu depois de um tempo."  O vendedor se inclinou por cima do balcão e percebi que sua respiração estava pesada e ele estava transpirando. "Todos pensam que é algum tipo de truque.... até que eles começam a ver isso quando as luzes estão apagadas." Ele continuou. "Não há projeção, senhor. Essa... essa coisa maldita, a luz... não  está 'fazendo' as criaturas. Só está mostrando ao seus olhos o que já esta aqui realmente."

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