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terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Mitologia #9

Olá aqui é fariaairaf e vou postar a mitologia afro-brasileira

Sereia itapua pescadores ssaba.jpg
Introdução
Os escravos africanos que foram trazidos para o Brasil entre os séculos XVII e XIX trouxeram suas próprias religiões. Essas religiões eram baseadas principalmente no culto a divindades da natureza, os orixás. Estes possuíam personalidades semelhantes aos humanos, tal como as divindades do mundo grego antigo.
Os portugueses reprimiram os cultos africanos no Brasil, porém os escravos conseguiram preservar seus mitos e ritos ocultando-os sob uma fachada aparentemente católica. Era o fenômeno do sincretismo religioso.
Exu
Exu é o orixá responsável pelo movimento. É considerado o mensageiro dos orixás. Por isso, é sempre o primeiro orixá a receber oferendas.
Está associado à figura do tridente. Devido a este fato, os escravos associaram-no à figura católica do diabo, embora este possua uma conotação negativa que o orixá não possui.
Seu dia da semana é a segunda-feira, suas cores são o vermelho e o preto. Seus animais são o bode e o galo, de preferência pretos. Gosta de cachaça e de azeite de dendê. Seu instrumento é o ogó, um bastão com cabaças que representa o pênis. Sua saudação nos terreiros de Candomblé élarôye
Nanã
É o orixá dos pântanos, da chuva, da lama, da água parada. É normalmente visualizada como uma mulher idosa. Segundo a lenda, ela teve um filho com Oxalá, porém como o filho, Omolu, era deformado, ela o abandonou num pântano. Como castigo, Oxalá determinou que Nanã viveria para sempre no pântano.
Sua cor na Umbanda é o roxo ou lilás
Obá
Obá é o orixá das águas revoltas, pororocas e quedas d´água. É irmã de Iansã, mulher de Ogum e terceira esposa de Xangô. Querendo agradar ao marido Xangô, Obá perguntou à esposa preferida deste, Oxum, qual era o segredo desta para conquistar a predileção de Xangô. Mentindo, Oxum respondeu dizendo que ela havia cortado sua orelha direita, cozinhado e oferecido a Xangô, que desde então se tornara apaixonado por ela. Como Oxum sempre ocultava sua cabeça com turbantes, Obá não percebeu que Oxum mentia e cortou sua própria orelha para oferecer a Xangô. Quando Xangô soube do acontecido, se enojou de Obá e a expulsou de casa. É por isso que Obá vive revoltada, tal como as águas revoltas.

Na África, o rio Níger também se chama Obá. Quando este se encontra com o rio Oxum, as suas águas tornam-se extremamente revoltas.
Obá, apesar de ser um orixá feminino, é muito forte e usa escudo e espada. Quando lutando, porém, sempre procura ocultar a cicatriz de sua orelha direita decepada por vergonha de sua deformidade.
É sincretizada com Santa Joana d´Arc..Logun-edé
Logun-Edé é o orixá filho de Oxóssi, o orixá da caça e de Oxum, o orixá das águas doces. Por este motivo, ele passa seis meses do ano com o pai, caçando e os outros seis meses com a mãe, pescando.
É sincretizado com santo Expedito, talvez por este santo católico geralmente ser representado segurando dois objetos (uma cruz e um ramo de palmeira), assim como Logun-Edé (que geralmente segura um espelho e um espanta-moscas ou um espelho e um arco e flecha)
Ibejis
Os Ibejis são os orixás trigêmeos. Segundo o mito, eles são filhos de Iansã, mas foram rejeitados por ela e então adotados por Oxum.
Simbolizam a dualidade do universo. Lembram que, para se ter uma visão correta da realidade, é necessário sempre analisar os dois lados da questão.
Suas cores são o rosa e azul, ou até mesmo só o rosa.
Ogum
É o orixá responsável pela guerra, pela metalurgia e pela tecnologia.
Sua cor no Camdomblé é o azul-escuro e na Umbanda é o vermelho, seu ambiente é o campo aberto (que é o cenário habitual das guerras).
É filho de Iemanjá e irmão de Oxóssi
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Oxum
É o orixá das águas doces. Corresponde a uma personalidade alegre, infantil, frágil e sedutora. Carrega como instrumento um espelho, pois é muito vaidosa. Sua cor no Candomblé é o amarelo-dourado, e na Umbanda é o azul claro ou escuro, simbolizando seu gosto por luxo e riqueza.
Dentro da mitologia, Oxum possui muitos amores, como Oxóssi, Ogum e Xangô
Oxóssi
É o orixá das águas doces. Corresponde a uma personalidade alegre, infantil, frágil e sedutora. Carrega como instrumento um espelho, pois é muito vaidosa. Sua cor no Candomblé é o amarelo-dourado, e na Umbanda é o azul claro ou escuro, simbolizando seu gosto por luxo e riqueza.
Dentro da mitologia, Oxum possui muitos amores, como Oxóssi, Ogum e Xangô
Seu símbolo é o arco e flecha. Seu ambiente, as florestas. Sua cor, o verde ou o azul-claro. Sincretiza-se com São Sebastião. Costuma usar um cetro feito com os pelos do rabo do touro chamado irukeré
Xangô
Xangô é o orixá da justiça, do poder e da administração. Ele exerce sua autoridade sobre toda a sociedade, utilizando sua grande capacidade de organização para conseguir o melhor para todos. Por estar sempre preocupado com todos os elementos da sociedade, seu símbolo é uma machadinha de duas lâminas, simbolizando que ele não atua apenas a favor de uma pessoa, mas de todos. O trovão também é seu símbolo, lembrando o poder e a autoridade do orixá da justiça.
Tradicionalmente veste uma saia, simbolizando que ele vê as questões não apenas sob a ótica masculina, mas também sob a feminina, sempre no intuito de tomar as decisões mais justas possíveis. Nas muitas imagens de Xangô, ao seu lado sempre aparece um leão, que significa a justiça.
Suas cores são o marrom na Umbanda e o vermelho e branco, simbolizando que ele vê as questões tanto sob uma ótica mais passional (vermelho), quanto sob uma ótica mais tranquila (branco). E, com isto, atinge as decisões mais sábias e equilibradas.
Lansã
Iansã é o orixá dos ventos, dos raios, das tempestades. É representada sob a forma de uma guerreira empunhando uma espada, sempre disposta a lutar por aquilo que considera justo. Sua cor é o Amarelo na Umbanda e o Vermelho no Candomblé. E seu símbolo é o Leque de Pena.
Por ter como símbolo o raio, é sincretizada com Santa Bárbara, que é tida pelos católicos como protetora contra raios e tempestades.
Omolu
Omolu é o orixá da saúde, da doença e da morte. Anda sempre envolto em um manto de palha-da-costa que o cobre dos pés à cabeça, visando a ocultar as deformidades em seu corpo. Foram estas mesmas deformidades que o levaram a ser abandonado por sua mãe, Nanã, quando ainda bebê. Foi adotado por Iemanjá, que cuidou dele até sua idade adulta. Omolu anda sempre curvado, carregando o xaxará, um bastão feito de palha e conchas.
Uma outra versão do mito diz que Omolu anda coberto dos pés à cabeça não para ocultar deformidades do corpo, mas para proteger as pessoas do seu brilho intenso.
Suas Cores na Umbanda são Vermelho, Branco e Preto.
Lemanjá
Iemanjá é o orixá das águas salgadas. É a mãe de Oxóssi e Ogum e a mãe adotiva de Omolu. É sincretizada com Nossa Senhora dos Navegantes, motivo pelo qual recebe presentes dos devotos no dia 2 de fevereiro, dia de Nossa Senhora dos Navegantes no calendário católico. Costuma ser associada às cores branca e prateada. Na virada do ano no Brasil, é costume ofertar flores no mar para Iemanjá. Na Umbanda Iemanjá ganha muitas oferendas no dia 8 de dezembro, onde muitas práias do litoral brasileiro comemora o grande dia da Rainha das Ondas e Sereia do Mar, e sua cor é o azul escuro ou claro.
Oxalá
Oxalá é o orixá da criação. É sincretizado com Jesus Cristo. Sua cor é o branco. Quando jovem, é chamado de Oxaguiã. Quando idoso, é chamado Oxalufã.
Ossaim
Ossaim é o orixá das ervas medicinais. É um profundo conhecedor do poder curativo das ervas que se escondem nas florestas.


Fonte: Wikipédia.

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